Mulheres em ação e movimento
Com atividades pela manhã e à noite, duas iniciativas criam caminhos para mulheres colocarem o corpo em movimento e construírem constância juntas.
Participantes dos projetos Mulheres em Movimento e Mulheres em Ação reunidas em Serra Talhada. Foto: acervo dos projetos
Antes de boa parte da cidade iniciar o dia, uma turma já se reúne para treinar. Às 5h, nas segundas, quartas e sextas-feiras, o Ginásio Luiza Kelly recebe o Mulheres em Movimento, conduzido por Shuenia Menezes e Daiana Cruz, em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco.
Do amanhecer ao treino noturno
A rotina também alcança quem encontra espaço para a atividade física no fim do dia. Nos mesmos três dias da semana, às 19h, o Parque dos Ipês, no bairro Ipsep, recebe o Mulheres em Ação, conduzido por Daiana Cruz. A distribuição dos horários aproxima as iniciativas de mulheres com jornadas diferentes e oferece alternativas para transformar intenção em prática.
Embora tenham nomes e conduções próprias, Mulheres em Movimento e Mulheres em Ação compartilham uma direção: tornar a prática esportiva mais próxima da rotina. A fotografia do grupo ajuda a contar essa história. As cores das camisas, os sorrisos e a presença de mulheres de diferentes idades revelam ambientes em que o exercício vai além da execução dos movimentos. Há convivência, identidade e a sensação de pertencer a uma construção coletiva.
Um encontro que atravessa horários
O registro aproxima os dois momentos da reportagem: a reunião coletiva no ginásio e a atividade funcional realizada no período da noite.
Movimento que também cria comunidade
Pela manhã, Shuenia Menezes e Daiana Cruz dividem a condução do Mulheres em Movimento. À noite, Daiana Cruz segue à frente do Mulheres em Ação. A organização deixa claro o papel de cada iniciativa e, ao mesmo tempo, mostra como diferentes horários podem ampliar o acesso das mulheres à atividade física.
O treino funcional trabalha movimentos que fazem parte da vida cotidiana e pode reunir exercícios de força, mobilidade, equilíbrio, coordenação e condicionamento. A condução deve considerar o nível de cada participante, com atenção à execução e à progressão individual.
Quando a atividade ganha dia, hora e companhia, ela deixa de ser apenas uma meta distante. Os encontros das duas iniciativas mostram como espaços esportivos e áreas públicas podem se tornar pontos de cuidado, incentivo e convivência entre mulheres.
Mais do que ocupar a agenda, o movimento pode abrir espaço para autonomia, confiança e bem-estar. Em Serra Talhada, esse primeiro passo já tem lugar, horário e uma rede de mulheres pronta para caminhar junto.

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