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OPINIÃO · SELEÇÃO BRASILEIRA

Sem um meia armador, o Brasil perde a conversa do jogo

Contra a Austrália, a Seleção pode até vencer. Mas jogar sem alguém para criar diz mais sobre a falta de ideias do que sobre um grande sistema.

Por Válter Igor · Fotógrafo e estudante de Jornalismo

Leitura de 2 min

Fala, galera! Quero comentar a provável escalação da Seleção Brasileira para o primeiro jogo do novo ciclo, contra a Austrália.

Não sou a favor de um time sem meia armador. É claro que o nosso país sofre com a falta de jogadores criativos, mas, se procurar bem, tenho certeza de que acharemos um meia bom de bola.

Jogar em um sistema 4-2-4, sem ninguém para armar, não dá. O time fica dependente de jogadas diretas e perde alguém capaz de receber a bola, enxergar o espaço e dar ritmo à partida.

Uma vitória pode vir, mas ela não prova que o sistema funcionou.

Devemos ganhar a partida, mas não porque temos um grande sistema. A fragilidade do adversário também pesa. Por isso, o resultado não pode esconder a discussão: a Seleção precisa de criação no meio-campo.

O novo ciclo é o momento de buscar alternativas. O Brasil sempre foi reconhecido por jogadores que entendem o jogo, fazem a bola circular e encontram uma solução quando o espaço parece fechado. Não dá para abrir mão disso.

Essa é a minha opinião. E você, escalaria um meia armador?

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