
Elas trazem esperança
Duas jovens atletas, uma amizade construída no futebol e caminhos que começavam a ganhar forma com dedicação, alegria e apoio.
Lara e Duda em um registro da caminhada que construíam juntas no futebol. Imagem: Sandrinho Cassares / acervo Bem Esportivo
Um retrato do futebol feminino em 2019
Esta reportagem preserva a memória e os fatos relatados na publicação original. As idades, equipes e competições mencionadas correspondem àquele momento e podem ter mudado desde então.
Para quem trabalha com esporte e ama o que faz, acompanhar o começo de uma trajetória é motivo de orgulho. Em 2019, Eduarda Mielczarek Martins, a Duda, e Lara já mostravam talento, dedicação e alegria enquanto construíam, sem pressa, os primeiros passos de seus sonhos no futebol.
Um momento de esperança para o futebol feminino
Naquele ano, o futebol feminino brasileiro atravessava uma fase de maior reconhecimento. Novos campeonatos e torneios ampliavam possibilidades, enquanto exigências esportivas passavam a cobrar dos grandes clubes uma participação mais efetiva na modalidade.
Ainda havia — e há — muito a construir. Mesmo assim, cada nova competição representava um sinal de mudança para atletas e famílias que esperaram durante décadas por mais espaço, estrutura e visibilidade.
A seleção brasileira disputava a Copa do Mundo de Futebol Feminino como exemplo de luta e garra. A realidade das jogadoras também lembrava que nem todas contavam com as condições encontradas nos principais centros europeus. Dentro desse cenário, ver meninas ocupando campos, peneiras e campeonatos era enxergar um futuro possível.
Os caminhos que Duda e Lara já construíam
Eduarda “Duda” Mielczarek Martins
Nascida em junho de 2004, começou na Academia de Futebol Portela aos 6 anos. Em 2018, participou de sua primeira peneira no Centro Olímpico do Ibirapuera.
Em maio de 2019, passou a jogar futebol de campo no ETEF Pirituba. No fim daquele mês, voltou ao Centro Olímpico, avançou na primeira etapa da avaliação e, no início de junho, foi efetivada para a segunda fase.
Lara
Aos 12 anos, disputava as semifinais da Copa Lofan pelo ETEF e da Copa Metropolitana pela Academia de Futebol Portela, onde também treinava.
Garra, visão de jogo e disposição para aprender já faziam parte da maneira como a jovem atleta se apresentava nas partidas.
Talento em formação
Registros de Lara e Duda durante atividades que já revelavam dedicação, técnica e vontade de aprender.


“Tenho a honra de vê-las treinar. Por meio da Academia de Futebol Portela, pude acompanhá-las em partidas oficiais e confirmar a garra e a visão de jogo da pequena Lara, além da técnica apurada da Duda.”
Válter Igor · Repórter do Bem Esportivo
Pequenas gigantes, sonhos em movimento
Duda e Lara eram amigas, parceiras de vida e de futebol. O desejo registrado naquela publicação continua simples e essencial: que cada uma possa conquistar seus objetivos, seja qual for o caminho escolhido, e que encontre felicidade no que decidir seguir.
Elas são Bem Esportivas. Representam meninas que aprendem, treinam, competem e ajudam a abrir espaço para outras que também desejam viver o futebol.
Na publicação original, o autor agradeceu aos pais das atletas pela autorização para compartilhar parte dessa caminhada e ao fotógrafo Sandrinho Cassares pelas imagens que acompanharam o texto de 2019.

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